Pão de queijo com açaí

Nosotros… por aí!

Pão de Queijo, Hollywood te espera!

Publicado por pdantas em 29 29UTC Dezembro 29UTC 2009

Atrasado, mas não podia deixar de postar: pra quem não sabe, o Pão de Queijo deste blog, vulgo Marina Magalhães, minha senhora, gravou um vídeo-dança chamado Insomne no início do ano, com sua amiga Marilia Scharlach. Esse vídeo eventualmente foi parar na Mostra de Cinema de São Paulo, e eu fico muito orgulhoso de dizer que as meninas ganharam o prêmio de melhor curta!  Não é pouca coisa não, um vídeo feito em uma semana, sem nenhuma grana, gravado inteiramente na casa da Marília, leva o troféu do maior festival de cinema da América Latina. Acho que isso só evidencia o talento dessas duas.

Amor, parabéns, fico muito orgulhoso de você!

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Mostra FAV – 2009

Publicado por tchurevisk em 13 13UTC Dezembro 13UTC 2009

10, 11 e 12 de dezembro – Mostra de Dança da Faculdade Angel Vianna

Pequenas Epifanias – Túlio Rosa, Sara Hana e Clara Francis

 

Gabbeh – Conto para mulheres sábias

 

 

Procura Sara – Túlio Rosa

 

Um certo Tom – Marina Magalhães

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31/10, 01 e 02/11/09 – Ilha Grande/RJ

Publicado por tchurevisk em 10 10UTC Novembro 10UTC 2009

Desde que me mudei pro Rio tinha dois passeios que queria muito fazer: um era a travessia Petrópólis-Teresópolis, o outro uma visita a Ilha Grande. O primeiro realizamos no início do ano, e agora finalmente conseguimos passar uns dias em IG!

Para tanto, alugamos uma casa com uma galerinha do CouchSurfing: além de mim e Marina, estavam presentes Bruno Borges, Fernanda Precioso, Tatiany Pessoa, Felipão, Paula Valente, Eduardo Canastra e o Marcelo Rambo. Conseguimos uma casa bem gostosa, no centro da Vila de Abraão, e pra lá nos dirigimos no sábado de manhã. Nosso plano era pegar o primeiro ônibus, que sai as 6h, e portanto acordamos ainda com a escuridão as 5. Havíamos combinado de rachar um táxi com a Fernanda e o Bruno, e portanto assim que acordamos ligamos pra eles. A Fê não tinha nem dormido, varou a noite de plantão no jornal, e portanto já tava pronta esperando a gente. Mas o Bruno, atendeu o telefone, ficou em silêncio por uns 30 segundos, e desligou. Depois, por mais que eu tentasse chamá-lo novamente, nem sinal de vida, o celular caía direto na caixa postal.

Enfim saímos de casa e pegamos a Fernanda. Já havia desistido do Bruno, mas a Fê resolveu fazer uma última tentativa e ligou novamente pra ele. Não é que o mané atende? Como já havíamos passado de sua casa, ele pegou outro táxi e nos encontrou direto na rodoviária, ainda fedendo à cachaça que ele tinha tomado na Lapa na noite anterior. Vocês notam um padrão aqui?

Quando chegamos em Ilha Grande, algumas horas depois, a ilha estava debaixo de chuva. Fomos pra casa e encontramos o restante do povo, que havia ido na noite anterior. Começamos um churrasquinho, ‘pra esperar a chuva passar’, cerveja vai, cerveja vem, e quando percebemos já era noite. Ainda bem que o domingo amanheceu com sol e calor, e depois de um café da manhã reforçado nos mandamos pro cais. A praia de Abraão não é boa, assim a maioria das pessoas fecha passeios com os barqueiros. Como éramos um grupo grande, conseguimos fechar um barco só pra gente. O capitão levava o pitoresco apelido de Seu Pinga, mas apesar do nome parecia ser bem responsável. Bem menos responsáveis fomos nós, que enchemos um isopor com cerveja e começamos a festa antes mesmo do barco zarpar.

Passeamos por várias praias, parando em algumas para banhos. Como era feriado, havia bastante gente por lá, em algumas praias o clima era de farofada mesmo. Lembrei bastante do passeio que fiz na Turquia, mas o mar aqui era verde, ao invés do azul turquesa de lá. Eventualmente paramos pra almoçar camarão numa das praias, e assim foi até a hora do retorno. Esse ida sozinho já valeu a ida a IG. A noite, em casa, mais churrasco, cerveja e violão. Os mais corajosos ainda saíram pra um tal de forró, mas eu e Marina não tivemos essa energia.

Na segunda, o dia também amanheceu ensolarado. Os que tinham saído no outro dia ficaram dormindo, e os mais caseiros saímos pra uma trilha à uma praia de cujo nome não lembro agora. No caminho, passamos por um aqueduto bem bonito. No fim, mais mar e areia. Infelizmente não pudemos demorar muito porque esse era o dia do retorno, e a última barca saía as 5h. Então foi voltar a casa, tomar um banho, pegar as malas e se mandar pro cais. Acabamos pegando uma escuna (tínhamos ido de barca), porque nos disseram que era mais rápida, mas acabou não se mostrando uma escolha muito acertada.

No meio do caminho começou um vento muito forte, que jogava o barco lotado de um lado para o outro. Pra piorar as coisas, já quase chegando no continente o motor quebrou. Nós estávamos calmos, mas foi a deixa pra que uma parte dos passageiros, já bastante nervosa, se desesperasse de vez. Uma senhora rezava copiosamente, agarrada a um dos mastros do barco. Todos começaram a vestir os coletes salva-vidas. O pânico se espalhou, e o capitão, visivelmente nervoso, não ajudou em nada ao discutir com outra passageira. Felizmente a situação não demorou muito, e logo o motor voltou a funcionar e pudemos enfim concluir a viagem.

Cruzeiro no cais da Vila do Abraão

Robinson Crusoé e sua file ajudante Sexta-Feira

Barão, o barco do Seu Pinga, e nesse dia também conhecido como 'Nau CS'

Momento lagartixa

O aqueduto

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24/10/09 – Pedro da Gávea

Publicado por tchurevisk em 25 25UTC Outubro 25UTC 2009

Do Leme ao Pontal (melhor dizendo, do Arpoador até a Macumba) - montagem by Targueta

Subir a Pedra da Gávea era algo que estava nos meus planos há muito tempo. Desde que me mudei pro Rio já apareceram várias oportunidades, mas sempre pintava algum imprevisto e eu ia adiando essa idéia. Até que uns dias antes o Targueta (companheiro de faculdade e de outras viagens por aí) me manda uma mensagem dizendo que tava querendo dar um pulo no Rio, e pra eu organizar alguma coisa por aqui. Não seja por isso: conversei com alguns amigos, arranjamos um guia (era a primeira vez que a maioria subia, então achamos melhor não arriscar) e marcamos o passeio pro sábado.

Quem subiu: eu, Targueta, Daniel, Bruno, Agnaldo e o guia, Xaropinho. Bruno e Agnaldo vieram virados de uma noitada na Lapa, e isso fez com que Agnaldo quase botasse os bofes pra fora na subida. Fomos de carro até a praça da Barrinha, onde encontramos o guia as nove da matina. O dia estava lindo, muito sol e uma visibilidade ótima, e, claro, bastante calor também.

Iniciamos a caminhada por volta das 9:30. O início é bastante puxado, num aclive acentuado no meio de uma mata bem fechada. Os corpos ainda frios sentiram o esforço, feito ainda pior pelo calor úmido do mato. Agnaldo quase desfaleceu várias vezes, e chegou a querer desistir da trilha, mas acabou perseverando. De qualquer forma conseguimos ir num ritmo firme, e em cerca de uma hora acabava a mata e já podíamos avistar a enorme cabeça de pedra.

A Pedra da Gávea, pra quem não sabe, tem o formato de uma cabeça, conhecida pelas pessoas como Cabeça do Imperador. Outra lenda (??)  que cerca a pedra é sobre supostas inscrições fenícias que foram encontradas em uma de suas faces, e que provariam que o Rio já teria sido visitado por esse povo muito antes dos lusos. Pelo que pude apurar na Internet não são autênticas, mas a maioria das pessoas parece acreditar nessa história.

Após mais meia hora em campo aberto, e já chegando bem perto da Pedra vem a parte que todos temem: a carrasqueira. É um trecho da trilha que se tem que escalar, nada muito complexo mas pra quem não tem prática pode ser um pouco assustador, ainda mais pelo fato de ser a beira do abismo. Algumas pessoas já morreram nessa passada, portanto é bom ter cuidado. Xaropinho foi na frente e esticou uma corda pra nós, mas a maioria conseguiu subir sem esse auxílio.

Passada a carrasqueira, mais uns 15 minutos de trilha  e finalmente atingimos o cume. A visão de lá é deslumbrante, como vocês podem ter uma idéia por essas fotos. Dá pra ver a maior parte da cidade, e constatar que o Rio realmente é abençoado pela natureza. Lá em cima encontramos outros trilheiros, comemos, descansamos,  tiramos várias fotos e nos preparamos pro retorno, que transcorreu sem maiores sobressaltos, totalizando no final 4h30 de duração da trilha. Realmente a Pedra da Gávea é um programa obrigatório pra quem curte natureza e trilhas.

Bruno brincando de Homem-Aranha

Yeah beibe!!!

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01, 02 e 03/05/09 – Travessia da Serra dos Órgãos (Petrópolis – Teresópolis)

Publicado por tchurevisk em 10 10UTC Setembro 10UTC 2009

Início da trilha

Todo mundo feliz, as mochilas abarrotadas de feijoada e enlatados em geral, roupas secas e a esperança de uma trilha com pouca chuva. No total, éramos 13 pessoas (eu, Pedro, Danielzinho, Bruno, johnny, Felipe, Jonhson, Mélanie, Daniel, Eurico, Michael, Perdigão, Giuseppe), todos, com exceção de Daniel e Giuseppe, membros do CouchSurfing,  e os dois guias. Graças ao Johnny, tínhamos até um uniforme pra equipe!

Nada como uma alimentação saudável pra dar força na trilha!

Primeiro dia: distância total de 6,9 Km até os Castelos do Açu (altitude inicial 1040 m; altitude final 2138 m).

Parada para o lanche na Pedro do Queijo e outras paradas para descanso (Ajax e Alto da Isabeloca). O início da trilha é tranquilo mas logo chega a subida e nos deixa sem fôlego. Alguns falaram em desistir, mas não perdemos nenhum membro pelo meio do caminho!

Apesar de muita gente, o grupo logo descobriu uma dinâmica bastante democrática: os mais lentos na frente definindo a velocidade do grupo. A chuva esperou-nos chegar até os Castelos do Açu. Depois caiu fina até o dia seguinte. Como estávamos em grupo grande, chegamos ao nosso destino já no final da tarde e os castelos – seus compartimentos: salas, corredos, alas – já estavam completamente ocupados e por isso tivemos que acampar do lado de fora. Praticamente, foi montar a barraca, comer e dormir.

Segundo dia: distância percorrida 6,6 Km

Nossa barraca não aguentou o tranco da chuva durante a noite e vazou um bocado de água pelas amarras. Resultado: sacos de dormir molhados, e uma noite de frio, muito frio. Um rastro de sol aparece suscitando a esperança de um dia melhor. Um pouco de café quente para aquecer, estender as roupas molhadas para secar. E partir.

No alto do Açu encontramos essa sem-teto... Dá uma dó não dá?

Saída do segundo dia - Castelos do Açu ao fundo

Nuvem, nuvem, nuvem e chuva. O solzinho da manhã servira apenas para levantar esperanças e dar forças para mais um dia.

Uma mostra da 'visual' que a gente pôde curtir durante a maior parte da trilha :/

O segundo dia é composto por muitas descidas e subidas, mesclando trechos de mata, pedra lisa, charco, lama e trechos que requerem mais habilidade técnica, como o cavalinho. Os visuais mais belos se concentram nesse dia, Vale da Morte, dos Garrafões, Vale das Antas, Portal de Hércules e Pedra do Sino. Porém, só vimos neblina, chuva e frio. Por esse motivo, a atenção teve que ser redobrada nos trechos mais delicados., como a subida do Elevador até a Pedra do Dinossauro, através de grampos de ferro em forma de escada na rocha. Minutos intermináveis de muito adrenalina e medo. Depois, descida muito íngreme até o Vale das Antas, sobre a pedra lisa molhada. Para terminar o dia, cavalinho. É a parte de maior dificuldade técnica, principalmente para quem tem medo de altura. Necessita-se tranpor uma rocha sem mochila, com ajuda de corda e do guia.

Pra piorar a situação, o cavalinho é ponto de gargalo na trilha, pois só permite a passagem de uma pessoa por vez. Como havia bastante gente por lá, graças ao feriado, tivemos que esperar um bom tempo debaixo de uma garoa fina e gelada. Quando se está caminhando o calor do corpo faz com que o frio seja mais suportável, mas parados e molhados ele nos atingiu com toda a força.

Cavalinho

Fila vista de cima para passar o Cavalinho

Noite do segundo dia: acampamos no Abrigo 4, na base da Pedra do Sino. Noite sem chuva, e portanto, muita mais fria que a noite anterior. Além disso, os sacos de dormir ainda estavam molhados, não havia tido sol durante o dia para secá-los, o que contribuiu para baixar ainda mais a sensação térmica. Por alguns instantes, tive medo da hipotermia. Mistura de um monte de medos diferentes depois de um dia inteiro de muita emoção e adrenalina.

Os sobreviventes e alguns poucos momentos de visibilidade.

Bruno teve um acidente meio grave nesse dia: devido a chuva que teimava em cair do lado de fora, resolveu cozinhar dentro da barraca. A panela com água fervente virou, ocasionando queimaduras de 2º grau na batata de uma de suas pernas. Isso não o impediu de acabar a trilha, mas ficou com uma bela cicatriz de recordação pelo descuido.

Terceiro dia

Algumas pessoas conseguiram acordar e ver o nascer do sol. Descida até a portaria do parque em Teresópolis. É o dia mais tranquilo em relação a esforço físico, e ainda bem, porque todos estavam bem cansados. Também foi o dia com melhor clima, o que foi outro alívio, porque ninguém aguentava mais tomar água na cabeça. Infelizmente, esse dia não apresenta grandes visuais, a não ser do topo, na Pedra do Sino, assim não temos grandes imagens pra compartilhar aqui.

Destaques da trilha

Michael com sua ‘dispensa enlatada’ ambulante.

Johnny reclamando o tempo todo que nem uma velha rabugenta.

Felipe por conseguir fazer a trilha carregando todas as tralhas do Johnny, e ainda aguentando suas reclamações.

Bruno com seu já citado prato ‘batata (da perna) cozida’.

Melanie com sua inesperada agilidade.

Infelizmente o tempo não nos ajudou, e acabou não sendo tão prazeroso como poderia ter sido sem toda a chuva e frio. Teremos que voltar outra vez pra realmente aproveitar a paisagem!

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Açaí por aí

Publicado por tchurevisk em 3 03UTC Agosto 03UTC 2009

(Poucas) fotos de Pedro na Austria e Budapeste:

http://picasaweb.google.com/pdantas/NewAlbum1708081130?feat=directlink

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Saudades…

Publicado por tchurevisk em 25 25UTC Julho 25UTC 2009

casorio1

casorio2

casorio3

casorio4

Mais fotos:  http://www.flickr.com/photos/29620038@N02/sets/72157610942592643/ 

 

Resolvi postar umas fotos do nosso casório…

A saudade desse trem gostoso tá foda!

É estranho como a falta simplifica as coisas.

 

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Expediente

Publicado por pdantas em 19 19UTC Julho 19UTC 2009

Cartagena

  • entrada no Castillo San Filipe, em Cartagena: COP7000;
  • táxi dentro de Cartagena: de COP3000 a 7000;
  • ônibuis Santa Marta/Cartagena: COP20000;
  • van Santa Marta/Taganga: COP1000;
  • passeio de carruagem em Cartagena: COP25000 (+- 30 minutos), COP40000 (+- 1 hora).

San Blas

  • transporte San Blas (Carti)/ Ciudad de Panamá: US$25/cabeça;
  • diária em San Blas: US$25 em Carti, US$30 na Isla Diablo por pessoa, com transporte entre as ilhas e comida inclusos;
  • viagem no veleiro Stahlratte entre Cartagena  e San Blas (Carti), US$380 por pessoa, 4 dias, com tudo incluído, exceto bebidas alcoólicas;
  • cerveja em San Blas (Carti): US$1;
  • mola (artesanato típico kuna): de US$20 a 40;

Ciudad de Panamá

  • táxi Ciudad de Panamá: entre US$2 e 7;
  • táxi centro Ciudad de Panamá/Aeroporto: US$20;
  • almoço (melhor dize banquete) Manolo Caracol: US$25/cabeça;
  • entrada para visitação do Canal do Panamá (docas Miraflores): US$5, ou 7 com as exposições incluídas;
  • um chapéu do Panamá (que na verdade são feitos no Equador): de US$20 a US$80;
  • um PF na Cidade do Panamá: US$5;
  • diária em hotel simples na Cidade do Panamá (Hotel Texas): US$25;

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25/02/09 – Quarta: de volta pra casa

Publicado por pdantas em 19 19UTC Julho 19UTC 2009

Nada muito especial a relatar: hoje foi acordar, arrumar a mala e tomar um táxi pro aeroporto. Nossa lua de mel infelizmente chegou ao fim. Voltamos ao Brasil com aquele gostinho de quero mais, mas ao mesmo tempo satisfeitos de retornar pra nossa casa e pra nossa vida, e já planejando a próxima viagem.

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24/02/09 – Terça: Ciudad de Panamá

Publicado por pdantas em 19 19UTC Julho 19UTC 2009

De manhã saímos pra passear numa cidade quase deserta, afinal estamos nos dias finais do carnaval e as pessoas estão mais ligadas nas noites que nos dias.

Andamos por uns barirros não muito convidativos e acabamos na antiga parte colonial da cidade, o Casco Antiguo. A história da Cidade do Panamá é bem interessante: foi uma das primeiras cidades fundadas pelos espanhóis nas Américas, mas num local distinto do atual, conhecido hoje por  Panamá Viejo. Em mil seiscentos e antigamente, essa cidade foi atacada, saqueada e por fim incendiada pelo pirata Sir Henry Morgan, tendo sobrado apenas algumas ruínas que ainda podem ser avistadas hoje.

A cidade então foi refundada na região que hoje é o Casco Antiguo, considerada mais fácil de ser defendida. Por fim, durante o sec XX, a classe dominante local foi paulatinamente abandonando essa área em favor de outras mais modernas, como El Cangrejo. Atualmente, está acontecendo um movimento de valorização e restauração dessa parte antiga, mas ainda é um trabalho em andamento. Pra nós, o Casco Antiguo pareceu uma versão piorada de Cartagena, valeu a visita mas está longe de ser alguma maravilha.

Na hora do almoço, decidimos nos proporcionar um luxo e comemos no Manolo Caracol, que os guias indicavam como um dos melhores, se não o melhor, restaurante da cidade. Pro almoço eles servem uma sucessão de tapas (pequenos pratos), um mais gostoso que o outro: teve creme de pupunha, vieiras ao molho creolle, camarão, cogumelos, peixe, kafta, coelho… O banquete parecia não ter fim, e tudo delicioso. A conta saiu um pouco salgada (US$60 pros dois) mas valeu a pena.

Depois, por fim, fomos fazer a inevitável visita ao Canal do Panamá. Confesso que esperava mais: a construção é impressionante, mas depois de meia hora perde a graça. Acho que nessa horas sou mais bicho do mato mesmo. Já a história do canal, essa sim, prende a atenção: durante muito tempo, se falou da hipótese de construir um canal ligando os dois oceanos, e encurtando enormemente o tempo de trânsito dos navios. Finalmente, no final do sec XIX, o governo Colombiano (o Panamá era então parte da Colômbia, remanescente da Gran Colombia bolivariana, que deu origem também ao Equador, Peru e Venezuela) deu permissão a uma companhia francesa para iniciar as obras.

Para isso contrataram o engenheiro DeLesseps, que tinha feito fama construindo o Canal de Suez no Egito. Mas acontece que uma floresta tropical é bem mais temperamental que uma região desértica, e graças a desabamentos, acidentes e, principalmente, aos mosquitos da malária e febre amarela, depois de alguns anos a companhia declarou falência, tendo escavado menos da metade do projeto.

Alguns anos depois, entram em cena os americanos que decidiram comprar a brigar e encarar a construção do canal, mas fizeram uma série de demandas que o governo colombiano não estava a fim de atender. No problem, logo em seguida um grupo “revolucionário” declarava a independência do Panamá, que foi prontamente reconhecida pelo Tio Sam. E quando a Colômbia pensou em mandar tropas pra botar a casa em ordem, deu de cara com uma esquadra americana que estava ali para garantir a independência do novo país.  Sem nenhum interesse, lógico.

Assim, a república do Panamá foi criada. E logo em seguida assinavam um acordo com os hermanos americanos, cedendo tudo que os colombianos não haviam querido dar: permissão para construir e operar o canal indefinitivamente, bem como direitos soberanos sobre uma faixa de dez quilômetros de extensão a partir de cada uma das margens, e ainda o direito (pasmem!) de intervir militarmente  no país quando achassem necessário. Ou seja, o Panamá deixava de ser uma parte da Colômbia para se tornar, na prática, uma colônia americana.

De qualquer maneira, após esses acontecimentos, os EUA de fato concluíram as obras do Canal, não que esse feito tenha sido indolor: mais de 22ooo pessoas deram a vida durante as obras, somando as empreitadas francesa e americana, mas como quase todos eram caribenhos e imigrantes africanos e asiáticos, quem está contando?

Alguns outros fatos sobre o canal:

- ele opera com um sistema de eclusas, 7 no total, que sobem e descem os barcos a medida que se movem do Atlântico para o Pacífico ou vice versa;

- a cada navio trafegado, 100000m3 de água doce são jogados no oceano, por isso a importância do lago de Gatun, que provê essa água;

- todo o sistema funciona a base de gravidade, não existe nenhum motor ‘puxando’ a água;

- cada barco navegado paga por peso. Assim, o menor montante pago foi US$0,36, por um americano que atravessou o Canal a nado. O maior, mais de US$300000, pagos por um cruzeiro norueguês;

- a cada ano mais de 13000 barcos cruzam o canal, sendo uma das maiores fontes de renda para a economia panamenha.

Eventualmente o descontentamento do povo com a ingerência americana aumentou, levando a protestos e enfrentamentos. O acordo sofreu então algumas reformulações, até que na década de 70 o então presidente americano Carter assinou um novo acordo prometendo ceder a autoridade do Canal ao Panamá no ano 2000. E, efetivamente, isso aconteceu, o que motivou grandes festas no Panamá na virada do século. Atualmente, está em curso um processo de ampliação do Canal, com a construção de um novo jogo de reclusas (o terceiro), que será maior que as atuais e permitirá a passagem de navio de porte ainda maior.

Após a visita ao Canal, voltamos ao hotel para um descanso, e no fim da tarde fomos visitar Amador, um conjunto de três ilhas ligadas por um sistema de pontes. Lá é o “calçadão” da Cidade do Panamá, onde as pessoas vão no fim da tarde correr, andar de patins ou simplesmente tomar um sorvete ou jantar num dos muitos restaurantes do local, o que foi exatamente o que fizemos.

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